Quando e como trocar de colchão

Um colchão desgastado pode causar diversos problemas e desconfortos. Saiba como saber a hora e como proceder a troca de seu colchão por um novo.

Para a maioria das pessoas, o colchão é o lugar da casa sobre o qual elas passam mais tempo. De maneira geral, um indivíduo passa ⅓ de sua vida dormindo, e a qualidade do sono influencia diretamente na qualidade de vida da pessoa.

Por esta razão, o colchão e o travesseiro devem ser adequados ao corpo dos seus usuários, e devem estar sempre em boas condições de higiene e conservação.

Um colchão desgastado pode provocar desde insônia a quadros de rinite, e pretendemos ajudar a tornar o processo de troca de colchão o mais simples possível, com dicas simples e fáceis de seguir.

Sinais de que é hora de trocar de colchão

Antes de mais nada, principalmente considerando que um colchão não é um item exatamente barato (mas não esqueça: colchão bom não tem que custar caro), vamos considerar os sinais de que é hora de trocar de colchão.

Perda de firmeza e formação de “buracos”

Este é, sem dúvida, o sinal mais claro de que um colchão precisa de troca: seja porque a espuma está afundada, porque as molas estão “cansadas” ou quebradas, ou porque o material amoleceu (devido à quebra das células dos diversos componentes do colchão), quaisquer zonas de afundamento devem servir de sinal de alerta para a necessidade de troca.

Não espere pela formação de grandes áreas de afundamento para trocar seu colchão por um novo, pois até mesmo zonas de circunferência tão pequenas quanto 4cm ou 5cm já prejudicarão a função ortopédica do colchão.

O colchão fica com a marca do seu corpo por muito tempo

Especialmente os colchões de espuma viscoelástica têm a característica de moldar-se ao formato do corpo da pessoa que dorme neles. Entretanto, mesmo nesses casos, logo que a pessoa levanta o colchão deve retornar à sua forma original.

Caso seu colchão fique um longo tempo com a marca do seu corpo, isso significa que a espuma perdeu a resiliência — que é justamente a capacidade de um material retornar à sua forma original quando deixa de estar exposto à pressão.

Este é outro forte indicativo de que está na hora de trocar de colchão.

O colchão já excedeu sua validade

Quando e como trocar de colchão

Embora não tenham um prazo de validade explícito, em linhas gerais o ideal é não ficar por mais de cinco anos com o mesmo colchão de espuma, ou mais de oito anos com o mesmo colchão de molas.

Esse é o tempo que o colchão consegue manter suas características como resiliência e conforto. Depois deste prazo, além do desgaste, o colchão estará saturado de ácaros, fragmentos de pele morta, ou outras matérias estranhas à sua composição.

Você acorda com dores no corpo ou tem insônia

Quando e como trocar de colchão

A principal evidência de que o colchão está inadequado ao seu biotipo é a incidência de dores no corpo ao acordar, ou a sensação de ter dormido mas não haver descansado.

Isso acontece porque a função ortopédica do colchão foi afetada com o desgaste natural oriundo do uso.

Para piorar, o processo de degradação é lento e gradual, e o corpo vai fazendo adaptações para adequar-se ao colchão, e só quando essa capacidade de adaptação é excedida que as dores se manifestam.

No caso da insônia, há outros fatores (como estresse pontual ou crises emocionais eventuais); mas se você ficar rolando na cama por longo tempo sem conseguir relaxar o suficiente para adormecer, pode ser seu corpo sinalizando que o colchão já não cumpre corretamente sua função, sinalizando a necessidade de troca.

Você tem crises alérgicas ou de espirros ao deitar

Quando e como trocar de colchão

É natural que, com o passar do tempo, o colchão acumule alérgenos diversos, como fungos, mofo, ácaros, poeira.

Se você tem crises alérgicas ao deitar — coriza, coceira nos olhos, espirros — é possível que você esteja sendo vítima de um colchão já inadequado, o que evidencia a necessidade de trocá-lo por um novo.

Em tempo: travesseiros, roupas de cama e cobertores também podem acumular os mesmos alérgenos, e é aconselhável tomar cuidado com eles também.

O que considerar antes de escolher um novo colchão

Uma vez que você já tenha se convencido de que é hora de trocar seu velho colchão por um novo, existem alguns fatores a considerar antes de fazer a escolha por um novo modelo.

Biotipo dos usuários do colchão

É muito importante que o novo colchão seja adequado ao biotipo da pessoa, ou das pessoas, para quem ele se destina. Em linhas gerais, casais com pesos diferentes devem fazer a escolha pelo biotipo do parceiro mais pesado.

Pessoas portadoras de sobrepeso normalmente vão obter mais durabilidade e mais conforto de colchões de mola. Alguns casos mais extremos podem inclusive implicar uma durabilidade menor do colchão.

Mola ou espuma

Colchões de espuma têm uma propriedade chamada Densidade, que deve ser escolhida de acordo com o biotipo de quem vai usá-lo.

Para ajudar na decisão você pode consultar a tabela de adequação de densidades de colchões de espuma, ou ainda mais facilmente utilizar nossa calculadora de densidades.

Não existe o conceito de densidade para colchões de mola. Isso porque a sustentação do peso corporal e a função ortopédica são feitas pelo molejo. Contudo, as camadas de espuma que vão acima da mola são responsáveis pelo conforto no uso do colchão, e estas sim precisam ser adequadas ao biotipo da pessoa.

Comparação com o colchão anterior

Preste atenção quando for comprar um novo que você dormia em um colchão sujo, desgastado, com molas “cansadas”, com espuma sem resiliência, deformada, e tudo o mais.

Esteja ciente de que você terá de comparar o que você usava com o que você vai escolher e usar daqui para frente. Estas diferenças serão muito evidentes na fase de adaptação ao novo colchão, de que falaremos adiante.

Como escolher o melhor colchão da loja

Recomendamos a compra de colchões sempre em lojas especializadas, haja vista o fato de o consultor da loja, em linhas gerais, estar mais habilitado a explicar as diferenças entre os diversos tipos de colchão, bem como elucidar sobre a diversidade de matérias primas utilizadas na sua composição, e a ajudar na escolha ideal.

Percepção de conforto

A percepção de conforto é algo muito pessoal. É extremamente improvável que uma outra pessoa seja capaz de prever como a outra irá perceber um colchão.

Por esta razão é muito importante que a pessoa que vai usar o colchão vá até a loja para, literalmente, deitar e rolar sobre cada um deles, com o intuito de avaliar se o produto vai oferecer o conforto adequado à expectativa.

No caso de casais, ambos devem ir juntos para experimentar o colchão, não separados, para que possam averiguar se o conforto é ideal para os dois.

É importante deitar na posição que a pessoa costuma adotar para dormir, se possível até ficar um tempo, para poder ter uma ideia melhor do conforto percebido.

Não é suficiente tocar com a mão, ou sentar na beira do colchão, pois não é assim que as pessoas dormem, normalmente.

Depois de comprar — adaptação

Em primeiro lugar, lembre-se que não dá para comparar seu velho e desgastado colchão com o novo.

Lembre-se também que seu corpo está habituado a fazer um esforço para adequar-se ao colchão que não serve mais, e que será necessário um tempo para acostumar-se ao novo.

Caso você tenha trocado um velho colchão de espuma por um de molas (ou vice-versa) a adaptação costuma ser mais demorada.

Contudo, caso a etapa de experimentação do colchão na loja seja feita com critério e paciência, o processo de adaptação será muito mais tranquilo, sem surpresas ou dúvidas.

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